segunda-feira, 9 de abril de 2012

O Gambá


O GAMBÁ


         *Um conto infantil para adulto refletir
Era uma vez, um gambá que não estava feliz, pois não queria ser mal cheiroso como os outros da sua espécie.
Você sabia que o gambá fica com cheiro ruim só quando assustado, fica nervoso ou então, quando está com medo, e para se defender expele um líquido que exala todo aquele perfume ruim? Ninguém aguenta, foge para bem longe mesmo!
Pois então! O gambá andava muito triste, e um dia encontrou a coruja, você já ouviu falar que a coruja é muita sabida? Pois é, a coruja foi logo perguntando:
-         Olá amigo gambá, por que anda tão triste, há muito tempo que não te vejo caçando ninhos? E nem mesmo assustando as aves para roubar os seus ovos ou comer os seus filhotes?
-         É a minha vida, a minha sina, todo mundo foge de mim, até existe um provérbio que diz que “um gambá cheira o outro”, mas é só gambá mesmo!
-         Ora gambá, você pode mudar isso, é só você querer controlar.
-         Controlar como? É um cheiro ruim que não tem jeito, sem controle e sem conserto! Vou morrer fedendo!
-         Olha, primeiro ninguém gosta mesmo de quem come os seus ovos e os seus filhotes e nem mesmo de quem cheira tão mal como você cheira.
-         É, é isso mesmo! Mas não consigo ficar sem comer e o meu cheiro eu não consigo controlar, você tem alguma sugestão, Dona Coruja.
-         Bem, vamos ver o que podemos fazer: Quanto a sua fome, você poderia comer só os ovos gorados, sim, aqueles que já perderam e que não vão mais gerar filhotes e também, só comer os filhotes que já estiverem mortos, nunca matá-los para comer. Você gosta também de frutas, coma frutas também, ora esta!
-         Dona Coruja, mas ainda me resta o meu mau cheiro que ninguém agüenta!
-         Ah! Sim, você tem razão, estava me esquecendo do seu pior problema, mas que se você quiser é até mais fácil de ser resolvido. Veja bem, você só tem mau cheiro quando assusta, fica nervoso ou tem muito medo e quer se defender, não é isso mesmo?
-         Sim, sim, é isso mesmo Dona Coruja, acho que sim.
-         Então preste bem atenção no que eu vou dizer: você vai andar sempre atento para não se assustar, procurar ser corajoso, e não tendo medo de nada, e como você não vai mais roubar os ovos e nem matar os filhotes dos pássaros para comê-los, não vão querer te matar também. Não tendo que se defender não precisa feder mais, não é mesmo?
-         Então Dona Coruja, você poderia completar o favor que está me fazendo para ajudar a eliminar esse cheiro ruim que eu tenho, que nem mesmo eu suporto, vá por aí, conte para todos que a partir de hoje não vou mais atacar nem um ninho e só vou comer ovos gorados e filhotes que já encontrar mortos e os que eles deixarem.
Daí para frente o gambá fez tudo que prometeu. Toda a bicharada agora gosta dele, mas ninguém arrisca assustá-lo e nem mesmo deixá-lo nervoso, senão a bomba de catinga cai no nariz de todo mundo. Por isso todo mundo fica em paz com o gambá, e ele pensa que todos gostam dele, mas na verdade, todos têm é mesmo medo da catinga que ele pode provocar.
E quem gosta de catinga?  Bom é perfume, não é?
CONCLUSÃO:
         O ser humano, muitas vezes, age igual a um gambá, torna-se desagradável e indesejável, ficando com cara feia, respostas muito ríspidas e até mesmo, palavrões. Tudo isso para afastar dele as pessoas que podem estar precisando de ajuda ou buscando uma amizade. Tornam-se então, mal amadas, inconvenientes, afastando todos de sua volta. Tudo isso tem conserto, basta saber como: É só sermos educados, respeitosos e prestativos, eliminando todo egoísmo que existe no coração, vendo nas pessoas apenas as qualidades, deixando de lado os seus defeitos, que todos nós também temos e que podem ser corrigidos.
Ser agradável é menos trabalhoso que ser desagradável! Reflita...
Então, quer ser assim? Não? Ótimo! Nunca seja um gambá na vida!

José Maurílio Boaventura

AO VISITANTE


Amigo visitante, o conteúdo deste post será composto de textos literários em prosa e versos por mim assinados.
Eventualmente, será apresentado algum trecho de terceiros, estando eles entre aspas e/ou com indicação do autor.
Gostaria que manifestasse a sua opinião sobre o que leu, e que fosse bastante autêntico em seu comentário/crítica, sem medo algum de ser indelicado, como serão também, bem vindas as sugestões e correções.
Obrigado,


José Maurílio Boaventura
Goiânia, 09/04/2012


Água


  ÁGUA 



            Sou o veio de água,
            Que brota e corre ligeira,
            No fundo da grota,
            Deságua no rio,
            Que corre para o mar.

Sou cristalina, fresquinha
E corro mansinha
No meio do serrado
E mato a sede
De quem precisar.

            Sou a mesma que represada,
            Prisioneira
            E tratada,
            Corre em sua torneira.

                       Sou saborosa e fria,
                       Que agora aquecida,
                       Cozinha a sua comida.

           Sou a força calada
                      Que a natureza cria,
                      Quando transformada,
                      Sou fonte de energia.

          Sou a riqueza em abundância,
          Que perde a esperança
          E pede socorro
          Para continuar.

                     Sou a água limpa
                     E profunda
                     Que o progresso arrasa
                     E a torna imunda.

         Sou a água da terra,
         Que veio da chuva,
         Desce o morro
         E corre para o mar.

                     E agora,
                     Pede socorro
                     Para não acabar!

                     José Maurílio Boaventura 
           Março de 2001