quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Em Meu Ser




EM MEU SER

Quis querer-te,
Querer te ter,
Ter-te em meu ser,
E dar a você,
Todo este meu querer.

Para você sou diferente,
Sua visão é irreal,
Tenho uma alma transparente,
Nesta vida infernal,
Quero-te aqui presente.

Tornei-me inconsequente,
Te querendo total,
E na visão adolescente,
Te amo no surreal,
Te quero eternamente.

José Maurílio Boaventura
Dezembro de 1968

domingo, 24 de novembro de 2019

Fim de Baile



FIM DE BAILE

Era madrugada,
O domingo já se fazia presente,
Uma brisa fria tocava o meu rosto,
Casais de namorados abraçados,
Na rua, seguiam contentes,
Era fim de baile do bar do Geraldo,
Alguns pais seguiam na frente!

Conversas animadas contagiavam o trajeto,
Quanta história, quanta animação!
Nos sonhos de cada um, tudo certo,
Sinal de otimismo de uma geração.

Eram bailes românticos e animados,
Músicas lentas e frenéticas também,
O bolero para os casais apaixonados,
O twist ou o rock, para a conquista de alguém.

Naquela pista eu divertia sem parar,
Dançava um twist, rock ou bolero,
Quantas meninas! Nem vou relatar,
Era feliz, agradeço a força de eros,
A vida deu-me o poder de sonhar e amar!

José Maurílio Boaventura
Novembro de 2019
           

sábado, 16 de novembro de 2019

Minha Cidade




MINHA CIDADE

Cidade pequena,
Que felicidade oferece,
Vida amena,
Que a gente não esquece.

O seu nome uma história,
De vida e saudade,
Do habitante a vitória,
Que orgulha da cidade.

Auri vem do ouro,
Lândia vem da terra,
Sua recompensa o louro,
Que na história encerra.

É seu filho adotivo,
Que lhe fala então,
Viver aqui é o motivo,
Da homenagem e gratidão.

José Maurílio Boaventura
Setembro de 1969.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

O Que Faço Pai




QUE FAÇO PAI

Te vejo neste quarto,
Nesta cama preso,
O sofrimento é farto
E me sinto indefeso.

Sempre foi para mim,
Da família o esteio,
Agora te vejo assim,
Sofrido, partido ao meio!

Assim fica o meu coração,
Pela alegria que existia,
Hoje no peito a comoção,
A dor da família.

Eu sei querido pai,
Que chega o fim da história,
Não tem jeito, você vai,
Mas não do coração e da memória.

Pai, te amo e não aceito,
Peço a Deus e não tenho resposta,
Rezo e falo a seu respeito,
Ele  não me virará assim as costas,
Ele tem para você outra proposta
E eu não aceito, porém ela será imposta.

José Maurílio Boaventura
Março de 2001



quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Transunte

                                          



                                                    TRANSEUNTE

                                              Insinuante e sensual,
                                              Bonita e má,
                                              Insinua e foge...
                                              Deixa-me a sonhar.


                                              Meu desejo te busca,
                                              Quer te encontrar,
                                              O meu corpo te caça,
                                              Querendo te amar.

                                              Provocante e delicada,
                                              Envenena o meu corpo
                                              E minha alma assustada,
                                              Na fobia de um louco!

                                              Segue o seu caminho,
                                              Resta-me o veneno,
                                              Fico ali sozinho,
                                              Ainda te querendo...

                                             José Maurílio Boaventura
                                             Junho de 2002

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Olhos de Menino








OLHOS DE MENINO

Não sei se a vejo,
Com olhos de amigo,
Sinto no corpo o desejo
E em guerra comigo,
A definir como lhe ver.

Seu corpo o meu céu,
Nele as curvas bem traçadas,
Sua boca uma arte desenhada,
Sonho nela o gosto do mel.

Esquecer que trago em mim,
O oposto de você,
Que sou masculino:
Tentar querer não te querer,
É ter olhos e mente de menino.

Meu corpo todo em febre
E num olhar indecente,
Este meu ser hoje celebra,
Ouço da natureza:
Fiz-me um adolescente.

José Maurílio Boaventura
Março de 2002