ÁGUA
Sou o veio de água,
Que brota e corre ligeira,
No fundo da grota,
Deságua no rio,
Que corre para o mar.
Sou cristalina, fresquinha
E corro mansinha
No meio do serrado
E mato a sede
De quem precisar.
Sou a mesma que represada,
Prisioneira
E tratada,
Corre em sua torneira.
Sou saborosa e fria,
Que agora aquecida,
Cozinha a sua comida.
Sou saborosa e fria,
Que agora aquecida,
Cozinha a sua comida.
Sou a força calada
Que a natureza cria,
Quando transformada,
Sou fonte de energia.
Que a natureza cria,
Quando transformada,
Sou fonte de energia.
Sou a riqueza em abundância,
Que perde a esperança
E pede socorro
Para continuar.
Sou a água limpa
E profunda
Que o progresso arrasa
E a torna imunda.
Sou a água limpa
E profunda
Que o progresso arrasa
E a torna imunda.
Sou a água da terra,
Que veio da chuva,
Desce o morro
E corre para o mar.
E agora,
Pede socorro
Para não acabar!
José Maurílio Boaventura
E agora,
Pede socorro
Para não acabar!
José Maurílio Boaventura
Março de 2001
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