GIULIANO
Algo invisível,
Um feto minúsculo,
Dias que passam,
Um bebê robusto.
Indefeso,
Ainda cego e surdo,
Apenas chora,
Quase mudo.
Pequenino,
Você é gigante,
Agitou minha vida,
É alegria constante.
Meu coração era triste
E você, meu pequenino,
Meu pequeno gigante,
Deixou-o sorrindo.
Espero que seja,
Pedaço de mim,
Um dia na vida
Melhor do que eu.
Antes a vida
Pertencia a mim,
Agora sou pai,
Pertence a você.
Quando crescer
E quiser me ouvir,
Iremos conversar,
Esse dia há de vir!
José Maurílio Boaventura
Setembro de 1972.