terça-feira, 7 de agosto de 2012

Giuliano


GIULIANO 


Algo invisível,
Um feto minúsculo,
Dias que passam,
Um bebê robusto. 


Indefeso,
Ainda cego e surdo,
Apenas chora,
Quase mudo. 


Pequenino,
Você é gigante,
Agitou minha vida,
É alegria constante. 


Meu coração era triste
E você, meu pequenino,
Meu pequeno gigante,
Deixou-o sorrindo. 


Espero que seja,
Pedaço de mim,
Um dia na vida
Melhor do que eu. 


Antes a vida
Pertencia a mim,
Agora sou pai,
Pertence a você. 


Quando crescer
E quiser me ouvir,
Iremos conversar,
Esse dia há de vir! 

José Maurílio Boaventura
Setembro de 1972.

Ricardo


RICARDO 


Pequena semente,
Pedaço de vida,
Querido ente,
Parte de mim. 


Na entranha materna
Já vive querido,
É esperança eterna,
No amor recebido. 


Meu filho nasceu,
É quem esperava,
Feliz sou eu,
Pois, já lhe amava. 


Menino pequeno,
Vivo, sereno,
Menino quente,
Belo e inteligente. 


Dos filhos que tenho,
Você é o terceiro,
Mas eu quero você,
Como o segundo e o primeiro.


Novembro de 1979
José Maurílio Boaventura


Aurélio


AURÉLIO 

Um gemido,
Correria...
A mala está feita,
Rebate falso? Não! 

Um choro,
O tempo passa,
Ruído de maca,
Chega a enfermeira:
É homem! 

Quero ver,
Menino bonito!
Olhos espertos,
Choro apressado. 

Meu segundo filho,
Segundo homem,
Graças a Deus!
Sadio e perfeito. 

Meu pequeno,
Eu te amo!
Quero te ver grande,
Embora ainda,
Te gosto criança,
Te quero feliz. 

Julho de 1977
José Maurílio Boaventura

Camila


CAMILA


Embrião
Contentamento
Abre o coração
É também sofrimento. 

Pequeno feto
De rumo incerto
A morte ou um teto
A vida ao certo. 

Inerte, mudo!
Vivo...
Sexo obscuro
Segredo! 

Nove meses
Muita alegria
E muita dor
Adeus prazeres! 

A mãe geme
Chora, implora,
Pela morte teme
É hoje, é hora! 

O choro seu,
Um grito de vida
A filha nasceu
É você CAMILA. 

Agosto de 1983.
José Maurílio Boaventura

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ao Pai Que se Foi

NOSSO PAI ARISTÓTELES


Você é inesquecível!
A sua partida me levou ao passado,
E a lembrança me levou quando criança
E fiz um balanço da nossa vida:
Você foi pai prá valer
E amigo quando podia ser.
Você foi verdadeiro,
Marido e companheiro.
Dividimos tanto!
Alegrias e tristezas
Resultados bons e ruins também,
Tanto tempo!
Pai, você sempre deu um jeito,
Tudo acabava bem...
Você tem o nosso respeito
E tínhamos o seu respeito também!
Pregou a fé verdadeira,
Nos preparou para a vida,
A não sentirmos derrotados,
E manter a humildade,
Ter orgulho é pecado!
Mas pai?
Você nos fazia pecar!
Pois, sempre tivemos orgulho de você!
Você foi filho, irmão, amigo e pai,
Foi o avô que todo neto sonhou,
Você foi o herói que Deus nos presenteou.
Papai, obrigado por ter sido o nosso pai.

José Maurílio Boaventura
Abril de 2001