sábado, 21 de dezembro de 2019

Turismo Inerente





                                                            TURISMO INERENTE

                                                           Hoje eu quero e preciso,
                                                           Seguir em um turismo inerente,
No seu corpo, o meu paraíso,
Ser surpreendido docemente,
Na malícia do seu sorriso!

No extremo norte para o sul,
O posto de observação,
No comando, focos de cor azul,
Atingem fundo o meu coração.

Ver os montes ao norte locados,
Cumes pontiagudos e bases circulares,
No baixio destes montes delicados,
A planície de um colo em vales.

Ao centro o núcleo da vida,
Onde a semente germina,
No encontro de dois gêneros,
Onde se cria menino ou menina.

Ao sul a fonte dos desejos,
Na macies deste trajeto,
Movido a carinhos e beijos,
E nesta fonte tornar-me completo,
Saciando na essência os meus anseios.

José Maurílio Boaventura
Dezembro de 2019

                                                           


quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Em Meu Ser




EM MEU SER

Quis querer-te,
Querer te ter,
Ter-te em meu ser,
E dar a você,
Todo este meu querer.

Para você sou diferente,
Sua visão é irreal,
Tenho uma alma transparente,
Nesta vida infernal,
Quero-te aqui presente.

Tornei-me inconsequente,
Te querendo total,
E na visão adolescente,
Te amo no surreal,
Te quero eternamente.

José Maurílio Boaventura
Dezembro de 1968

domingo, 24 de novembro de 2019

Fim de Baile



FIM DE BAILE

Era madrugada,
O domingo já se fazia presente,
Uma brisa fria tocava o meu rosto,
Casais de namorados abraçados,
Na rua, seguiam contentes,
Era fim de baile do bar do Geraldo,
Alguns pais seguiam na frente!

Conversas animadas contagiavam o trajeto,
Quanta história, quanta animação!
Nos sonhos de cada um, tudo certo,
Sinal de otimismo de uma geração.

Eram bailes românticos e animados,
Músicas lentas e frenéticas também,
O bolero para os casais apaixonados,
O twist ou o rock, para a conquista de alguém.

Naquela pista eu divertia sem parar,
Dançava um twist, rock ou bolero,
Quantas meninas! Nem vou relatar,
Era feliz, agradeço a força de eros,
A vida deu-me o poder de sonhar e amar!

José Maurílio Boaventura
Novembro de 2019
           

sábado, 16 de novembro de 2019

Minha Cidade




MINHA CIDADE

Cidade pequena,
Que felicidade oferece,
Vida amena,
Que a gente não esquece.

O seu nome uma história,
De vida e saudade,
Do habitante a vitória,
Que orgulha da cidade.

Auri vem do ouro,
Lândia vem da terra,
Sua recompensa o louro,
Que na história encerra.

É seu filho adotivo,
Que lhe fala então,
Viver aqui é o motivo,
Da homenagem e gratidão.

José Maurílio Boaventura
Setembro de 1969.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

O Que Faço Pai




QUE FAÇO PAI

Te vejo neste quarto,
Nesta cama preso,
O sofrimento é farto
E me sinto indefeso.

Sempre foi para mim,
Da família o esteio,
Agora te vejo assim,
Sofrido, partido ao meio!

Assim fica o meu coração,
Pela alegria que existia,
Hoje no peito a comoção,
A dor da família.

Eu sei querido pai,
Que chega o fim da história,
Não tem jeito, você vai,
Mas não do coração e da memória.

Pai, te amo e não aceito,
Peço a Deus e não tenho resposta,
Rezo e falo a seu respeito,
Ele  não me virará assim as costas,
Ele tem para você outra proposta
E eu não aceito, porém ela será imposta.

José Maurílio Boaventura
Março de 2001



quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Transunte

                                          



                                                    TRANSEUNTE

                                              Insinuante e sensual,
                                              Bonita e má,
                                              Insinua e foge...
                                              Deixa-me a sonhar.


                                              Meu desejo te busca,
                                              Quer te encontrar,
                                              O meu corpo te caça,
                                              Querendo te amar.

                                              Provocante e delicada,
                                              Envenena o meu corpo
                                              E minha alma assustada,
                                              Na fobia de um louco!

                                              Segue o seu caminho,
                                              Resta-me o veneno,
                                              Fico ali sozinho,
                                              Ainda te querendo...

                                             José Maurílio Boaventura
                                             Junho de 2002

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Olhos de Menino








OLHOS DE MENINO

Não sei se a vejo,
Com olhos de amigo,
Sinto no corpo o desejo
E em guerra comigo,
A definir como lhe ver.

Seu corpo o meu céu,
Nele as curvas bem traçadas,
Sua boca uma arte desenhada,
Sonho nela o gosto do mel.

Esquecer que trago em mim,
O oposto de você,
Que sou masculino:
Tentar querer não te querer,
É ter olhos e mente de menino.

Meu corpo todo em febre
E num olhar indecente,
Este meu ser hoje celebra,
Ouço da natureza:
Fiz-me um adolescente.

José Maurílio Boaventura
Março de 2002

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Teto Paterno


TETO PATERNO

Quis viver sempre aqui,
Sob ti teto amigo,
Não ter que fugir,
Em outro buscar abrigo.

Óh! Teto amado e querido,
Ficas tu, já vou eu...
Assim como no tempo ido,
Terás sempre este amigo teu.

Teto paterno, amado e amigo,
De ser criança já deixei,
Me lembro ainda queixas,
Quantas vezes aqui chorei!

Queixas foram poucas,
Alimentei minha vontade,
Fiz coisas loucas,
Buscando a felicidade!

Teto que deu-me segurança,
Acolheu-me desde menino,
Alimentou a minha esperança,
Deu-me forças para decidir um destino.

Acolhedor teto paterno,
Vá comigo para distante,
Leva contigo no teu interno,
Tudo aquilo que mais quero.

Ah! Teto meu, teto amado,
Onde estou desde menino,
Agora nervoso e acordado!
Por amanhã rumar noutro destino.

José Maurílio Boaventura
Fevereiro de 1967

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Tempo


                                                           TEMPO

                                                           Eu na procura daquele hoje concreto,
                                                           Que se tornou passado abstrato,
Ficou gravado em meu intelecto,
Como a imagem neste seu retrato,
Marcas de uma história.

Registra na mente,
No coração fica o sentimento
E minh’alma se faz demente,
Na paixão daquele momento.

Deixe o tempo seguir,
Deixe acontecer e ficar,
Ser o que acontecer,
Se for o desejo,
Que seja o amar.

Tudo parece loucura,
Reapaixonarmos deste jeito,
Buscando um misto de aventura,
Vivida a cada momento,
Sem tristeza, sem amargura!
Na beleza de um sentimento,
Quando a tristeza e a saudade se misturam.

José Maurílio Boaventura
Outubro de 2019


segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Ciclos da Vida

CICLOS NA VIDA
Meu Deus, que instável é a vida,
Ontem alegre agradecendo,
Pela saúde e alegria
E hoje rogo pedindo ajuda,
Por doença e também nostalgia.
Agradeço pelo amor
E pela família,
No outro dia choro pela dor,
Pela solidão sem alegria
E tão pouco amor.
No começo a vida promete,
Até que muito se realiza,
Mas nem sempre acontece,
O tempo passa e ficamos à brisa,
É quando a vida nos esquece!
José Maurílio Boaventura
Setembro de 2016.

Encruzilhada





                        ENCRUZILHADA

                      Adolescência, tempo de escolhas,
                      Chance de acertos,
                      Aceitação de erros,
                      Oportunidade de mudanças,
                      Poder de começo e recomeço!


                      Estudar, aprender,
                      Escolher um rumo,
                      Conferir o destino,
                      Decidir o que fazer,
                      Deixar de ser menino.

                      Adolescência,
                      Despedida da infância,
                      Com seriedade e consciência,
                      Ser como do perfume a fragância,
                      Ser um homem em sua essência,
                      Tornar-se um adulto,
                      Deixar de ser criança.

                      José Maurílio Boaventura
                      Maio de 2017

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Conflitos Internos


                                                     


                                                           CONFLITOS INTERNOS

                                                           Como a chuva na terra,
Rola uma lágrima fria,
A dor em mim impera,
Foge ligeira a alegria.

O sol não ilumina o espaço,
O medo encerra o meu ímpeto,
Não sei mais o que eu faço,
Não defino o que eu sinto.

Faço-me de orgulhoso,
Arrogante procuro ser,
Mas não sou poderoso,
Para a tristeza vencer.

Encerro dentro de mim,
Segredos e atritos
E tornei-me assim...
Mas a vida é curta!
Chega! Fora os conflitos.

José Maurílio Boaventura
Agosto de 2002.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

O Nosso Hoje


O NOSSO HOJE

Brasil, país da esperança,
Povo alegre de vida avessa,
Terra do futebol e dança,
País do sonho na promessa.

Eu, você, a gente!
Vivemos na espera,
No sol ardente...
Não somos da esfera!

O muito não chega,
O pouco não basta,
Vivemos no improviso
E a miséria se arrasta.

“Nunca tantos
Deveram tanto,
A tão poucos!”
Quem são os outros?
Esses ainda se acham!

José Maurílio Boaventura
Maio de 2003.

Mulher Madura


                           MULHER MADURA

                        Que mulher é essa,
                        Que me olha com firmeza?
                        Agora a reconheço,
                        Foi causa de uma tristeza!                

                        Pois ainda vejo,
Nesta mulher madura,
Aquela doce criatura,
Que amei em sua candura.

Esta faz-me ainda hoje,
Gelar o coração,
Sentir calafrios no corpo
E tremer de emoção.

Foi esta mulher madura,
Que me fez de gato e sapato,
Mas que juntos fazíamos loucuras,
Entre as paredes daquele quarto.

Será que ela  sabe quem sou,
Por quem fêz tanta loucura,
Quem no passado eu fui?
Te amo ainda mulher madura!

Deixe o sorriso nos lábios seus,
Mostre  nos olhos aquele brilho,
Venha nos braços meus,
Para sentirmos tudo outra vez.

José Maurílio Boaventura
Outubro de 2013


sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Seria Bom a Sua Amizade


SERIA BOM A SUA AMIZADE

Não sou o homem que você procura,
A minha aparência já não te agrada mais,
Já faz muito tempo...
Hoje sou um homem maduro
E estou bem diferente.

Não quero que me veja outra vez,
Fique com a imagem que ainda tiver,
Vou lembrar-me da menina moça,
Linda e segura querendo ser mulher!
É a imagem que vou guardar também.

Nosso amor sempre foi puro,
Eu fingindo um adolescente,
Você me vendo rapaz seguro,
Mas ainda inconsequente,
Porém te amando loucamente.
                                                                     
Seria boa ainda a sua amizade,
Ter uma confidente tão querida,
Que me levaria àquela idade!
Minha vida seria menos sofrida...
Nesta escassez de felicidade!

José Maurilio Boaventura
Julho de 2002.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Assim Te Procurei


ASSIM TE PROCUREI

Viajei no pensamento,
Fugindo da solidão,
Fui buscar tratamento,
Curar o meu coração.

Busquei os seus olhos,
Entre os olhos que eu via,
Busquei o seu sentimento,
Nas emoções que eu sentia.

Busquei o seu sorriso,
Em faces que avistei,
Sorriso com esta alegria,
Somente o seu encontrei.

Procurei a sua boca,
Em beijos que não dei,
A outra era você,
Nos beijos que sonhei.

José Maurílio Boaventura
Julho de 2004

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Angústia



ANGÚSTIA

Podre, escárnio,
Vida imunda,
Cheia de asco,
Dor profunda...

Tanto querido,
Muito sonhado,
Nada obtive,
Nada alcançado!

Tanta pobreza,
Muita miséria,
Ostenta riqueza,
Esbanja nobreza!

Mundo perverso,
De pouco sabor,
Tudo ao inverso,
Cheio de dor.

Vida, que vida!
Tudo perdido
E há muito,
Outra querida!

Vida perdida,
De muito labor,
Tanto queria,
Viver com amor...

Queria que Deus,
Um pouco me desse,
Portanto meu pai,
Rezo uma prece:

Ave Maria,
Mãe de Jesus,
Mulher que queria,
Encher-nos de luz.

Ave meu Pai,
Filho de Maria,
                       Sei que nos ama,
Salva-me antes que tardia.

Perdão meu Deus,
Te amo Jesus,
Sei que por amor,
Morrestes na cruz!

José Maurílio Boaventura
Abril de 1967.


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Contemplação





 CONTEMPLAÇÃO

No além
Contemplo o infinito,
Vejo toda a beleza,
Que o poeta dele pinta.

Vejo toda grandeza
Barrada pelo horizonte,
Vejo o manto azul,
Que do céu é a fonte.

Vejo serras,
Planícies e planaltos,
Vejo fontes e rios,
Florestas e desertos.

Metrópoles e povoados,
Vendo ali a multidão,
Ricos e pobres amontoados,
Muitos na desilusão.

Em minha alma
De amor abre o peito,
Por Aquele que o criou,
Que de puro amor é feito.

José Maurílio Boaventura
Setembro de 1968
í

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Com Setenta Anos


COM SETENTA ANOS

Os sessenta completei
Que coisa louca!
Nesta idade cheguei,
Falam que ainda é pouca!
E mais dez ainda somei,

Depois dos sessenta dá medo,
A corrida é desenfreada,
Porém dizem que é cedo,
Para o fim da jornada.

Globalização,
Corrida atrevida,
Na procura da perfeição,
Tudo sob medida.

A idade é companheira,
Desde o ponto primário,
Porém, passa ligeira
E nos tornam sexagenários.

Os dias chegam e vão,
O tempo que é amável,
Que passa ligeiro
E se torna implacável,
Mas um bom companheiro!

Dos anos que passaram,
Que à felicidade presta,
Muitos me amaram,
Talvez menos me odiaram,
A muitos amei...
E um saldo de vida ainda me resta!

José Maurílio Boaventura
Agosto de 2018





domingo, 15 de setembro de 2019

O Galope






 O GALOPE

O vento bate fresco e forte em meu rosto,
Meu corpo sacode em um balanço ritmado,
Invade o meu ser uma sentimento de liberdade,
Sinto-me forte sem medo algum.

Me acho o primeiro dos humanos,
Enquanto o cavalo joga rápido na dianteira as patas,
E na sequência as traseiras,
Sobre ele sinto-me livre como um pássaro nas matas!

Este animal imponente como nenhum na terra,
Resistente e altaneiro,
Que a importância nele encerra,
Com seu galope elegante e ligeiro.

Sobre este animal de porte altivo,
Correndo veloz como um felino,
Cavalo e cavaleiro em harmonia e confiança...
E no balanço deste galope, sinto-me outra vez criança.

José Maurílio Boaventura
Janeiro de 2018



quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Ermitão Contemporâneo

ERMITÃO CONTEMPORÂNEO
Aprendi a viver assim,
Mesmo que na multidão,
Isolo em mim,
Buscando a solidão.
Sempre alguém diz amigo,
Verdadeiro e solidário,
Mas conto apenas comigo,
Vivendo um eterno solitário!
Parece que envelheci,
Meu corpo, minha cabeça,
Mas na alma eu impedi,
Que este sintoma apareça.
Por tudo que eu vivi,
Saudade do que passou,
Minha vida, meu amores,
Do passado que restou!
Continuo sendo eu,
Em todo o tempo ido,
Neste mundo que já não é meu,
Nesta realidade aqui perdido!
José Maurílio Boaventura
Julho de 2001

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Alexandre Francisco e Silva


ALEXANDRE FRANCISCO E SILVA*

- Eu vim da terra,
Fui um lavrador,
Plantei sementes,
Fui professor e
Adubei as mentes.
- Ouvi do amigo,
O que eu já sabia
E trago Comigo,
A sua vida:
Saiu na verdade,
De uma grande labuta,
Manda no homem a vontade,
Decidiu e enfrentou a luta.
Na busca permanente,
Junto à esposa dileta,
Estudou, lutou veemente,
Perseguiu a sua meta...
Um desafio vencido,
Outro enfrentava então!
Nunca sentiu perdido,
Rejeitava o NÃO!
Os filhos cresceram,
De corpo e mente,
Trabalhando Juntos,
Numa família presente.
O trabalho, um lema,
Sua conduta, a verdade,
O seu grande tema,
A amizade.
Hoje é homem realizado:
Um renomado contador,
Um mestre dedicado,
Um feliz vencedor!
Universidades te buscam,
É Conselheiro da Classe
Amigos se dobram,
Beijam-lhe a face!
Um grande amigo,
Um marido devotado,
Um pai muito querido
E um avô disputado.

Do Amigo:
José Maurílio Boaventura
Dezembro/2012
*Homenagem à história de vida deste amigo.

sábado, 24 de agosto de 2019

Apenas Amigos


APENAS AMIGOS

Se eu estivesse apaixonado,
O que seria de mim,
Pois sem paixão nenhuma,
Já maltrata-me assim.

É porque sou apenas amigo
E não te falei de amor,
Se apenas sinto amizade,
Não te devo esta dor!

Se existe outro sentimento,
Por favor, abra comigo,
Não tenho ninguém no momento,
Posso ser mais que um amigo.

Não quero descobrir depois,
Que existiu um amor assim
E que por culpa de nós dois
Foi apenas amiga para mim.

José Maurílio Boaventura
Junho de 1998

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Vestida de Rosa


             VESTIDA DE ROSA

Tenho ainda na memória,
Uma imagem vestida de rosa,
Corpo de mulher, rosto de menina,
Bonita, sorridente e toda prosa!

Um sonho que não termina,
Você vestida em debutante,
Tão bela e feminina,
Sensual e muito elegante!

Após a infância, tempo de magia,
Chega a puberdade e adolescência,
Tempo de alegria,
Início de experiência!

Contemplo-te sorridente,
E nessa minha lembrança,
Vejo-me com você adolescente,
Respirando otimismo e esperança.

Multiplicou hoje a sua idade
E ainda te vejo adolescente,
Buscando a felicidade,
Tão forte, tão contente!

Você agora madura,
Ainda bonita como antes,
Permanece em você a candura,
Que faz-me feliz neste instante.

José Maurílio Boaventura
Outubro de 2018


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Amor Maduro


                                                            AMOR MADURO

O tempo passa e não se percebe,
Este sim, implacável e atrevido,
Mas da vida se recebe,
O louro merecido.

Na vida muito se esquece,
Dias alegres ou mesmo tristes,
Mas no coração apetece,
O que de bom ainda existe.

Sim, muito tempo!
Há muito não te vejo,
Serei muito feliz,
Em te ver outra vez.

Éramos ainda adolescentes,
Apaixonados afastamos
E hoje o coração sente,
O desejo de encontrarmos.

Sim, quero te ver madura,
Te peço por favor,
No coração ainda perdura,
Cicatrizes daquele amor.

José Maurílio Boaventura
Julho de 2016


sábado, 3 de agosto de 2019

Rotulada


ROTULADA

Criança de rua,
De alma ainda pura,
Por todos abandonada,
Em sua vida fadada.

Na peleja da vida,
Numa luta tenaz,
É felicidade perdida,
Que a miséria lhe traz.

Vida enfadonha,
No presente perdida,
                                               Criança tristonha,
                                               Do futuro desiludida.

E o tempo assim passa,
Nesta vida exigente,
É mesmo desgraça,
É rotulada: delinquente.

José Maurílio Boaventura
Outubro de 1996.

Ser Supremo



            SER SUPREMO

Escrever com amor,
Por tantos já escrito,
Sobre o Pai Maior,
Senhor Jesus Cristo.

Este Ser Supremo,
De bondade e poder infinito,
O seu amor é extremo,
Tudo na Bíblia escrito.

Não sou sincero, há vezes ingrato,
Penso em ter muita fé,
Mas não tenho, sou um fraco!
Mas serei o que Deus quiser.

Meu Deus, meu Pai Supremo,
Obrigado por tudo a fora,
Pelos meus dias terrenos.
O antes e o momento agora!

Vos ofereço o meu hoje,
Minhas alegrias, minhas tristezas,
Minhas vitórias, também as derrotas,
Rogando firmeza.

Vos peço coragem,
Força e sabedoria,
Para enfrentar e solucionar,
Com a Vossa ajuda sagrada,
Todos os problemas que
Surgirem a minha jornada.

Janeiro de 2001.
José Maurílio Boaventura