terça-feira, 7 de agosto de 2012

Giuliano


GIULIANO 


Algo invisível,
Um feto minúsculo,
Dias que passam,
Um bebê robusto. 


Indefeso,
Ainda cego e surdo,
Apenas chora,
Quase mudo. 


Pequenino,
Você é gigante,
Agitou minha vida,
É alegria constante. 


Meu coração era triste
E você, meu pequenino,
Meu pequeno gigante,
Deixou-o sorrindo. 


Espero que seja,
Pedaço de mim,
Um dia na vida
Melhor do que eu. 


Antes a vida
Pertencia a mim,
Agora sou pai,
Pertence a você. 


Quando crescer
E quiser me ouvir,
Iremos conversar,
Esse dia há de vir! 

José Maurílio Boaventura
Setembro de 1972.

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