ROTULADA
Criança
de rua,
De
alma ainda pura,
Por
todos abandonada,
Em
sua vida fadada.
Na
peleja da vida,
Numa
luta tenaz,
É
felicidade perdida,
Que
a miséria lhe traz.
Vida
enfadonha,
No
presente perdida,
Criança tristonha,
Do futuro desiludida.
E
o tempo assim passa,
Nesta
vida exigente,
É
mesmo desgraça,
É
rotulada: delinquente.
José Maurílio Boaventura
Outubro de 1996.
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