PEQUENO
ABANDONADO.
Moro na rua,
Não
tenho ninguém,
Fui abandonado,
Quem pode assim amar?
No frio da madrugada,
Choro o meu destino,
No piso de uma calçada,
Ninguém vê este menino.
No longo dia,
Choro pela fome,
Não tenho comida,
Nem tenho sobrenome.
Queria ser rico,
Para o pobre alimentar,
Aos doentes apoiar,
E a mim alguém amar!
José Maurílio
Boaventura
Maio de 1968.
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