QUERIA SER POETA
Ah se eu fosse
um poeta,
Fala desta
pessoa normal,
Que não é
bonita nem atlética,
Em versos a
tornaria especial!
Ah! Se eu
fosse um poeta,
Falar desta
vida sofrida,
Tão singela e
modesta,
Em versos a
tornaria querida.
Falar dos
fracos e sofridos,
De vitórias e
talvez derrotas,
Mostrar que há
honra nos vencidos
E acreditar
que em outra vez tem volta!
Ah! Os meus
sentimentos,
As minhas
paixões, como eu descreveria,
Falar da
felicidade desses momentos,
De tudo isso
como eu contaria?
Dizer que já
fui adolescente,
Que me
apaixonei também,
Falar de um
amor inocente,
Talvez até eu
mesmo choraria!
Dizer das
lembranças de quando criança,
Da saudade dos
meus pais,
Da vida com
meus irmãos,
Como foi feliz
a minha infância!
Um tempo que
não volta jamais.
Falar que
tornei-me um adulto,
Casei-me
formamos uma família,
A mulher, a
rainha da casa,
Dizer que amo
os meus descendentes,
A minha
cúmplice, filhos e netos,
Também aos que
a nós vieram a unir.
Hoje a minha
cabeça ostenta,
Trazendo-me
boas lembranças,
Neste
aniversário além dos setenta,
Nem parece que
já vivi tanto...
E que ainda
tenho sonhos e esperanças!
José Maurílio
Boaventura
Julho de 2022
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