TETO PATERNO
Quis viver sempre aqui,
Sob ti teto amigo,
Não ter que fugir,
Em outro buscar abrigo.
Óh! Teto amado e querido,
Ficas tu, já vou eu...
Assim como no tempo ido,
Terás sempre este amigo teu.
Teto paterno, amado e amigo,
De ser criança já deixei,
Me lembro ainda queixas,
Quantas vezes aqui chorei!
Queixas foram poucas,
Alimentei minha vontade,
Fiz coisas loucas,
Buscando a felicidade!
Teto que deu-me segurança,
Acolheu-me desde menino,
Alimentou a minha esperança,
Deu-me forças para decidir
um destino.
Acolhedor teto paterno,
Vá comigo para distante,
Leva contigo no teu interno,
Tudo aquilo que mais quero.
Ah! Teto meu, teto amado,
Onde estou desde menino,
Agora nervoso e acordado!
Por amanhã rumar noutro
destino.
José Maurílio
Boaventura
Fevereiro de
1967
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